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Abri sem querer nessa passagem e tentei decifrar uma coisa que nem mesmo Salomão, o homem mais sábio já visto, demonstrava compreender:

“Há três coisas misteriosas demais para mim, quatro que não consigo entender: o caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto mar, e o caminho do homem com uma moça” (Provérbios 30:18-19)

Alguém pode negar que não consegue entender o caminho do homem com uma moça? Reparem que as três primeiras situações são todas misteriosas, mas essa última não é. Esse caminho não é misterioso, Salomão apenas não consegue entende-lo. Mais cedo ou mais tarde os homens vão descobrir como é esse caminho, que deixa de ser um mistério. Agora compreendê-lo é outra história. Fiquei tentando entender como Deus criou com perfeição a relação homem-mulher e, adivinhem, não cheguei a lugar algum além de apenas me maravilhar.

Por outro lado, podemos perceber também que não conseguimos entender o caminho do homem com uma moça pelas tamanhas besteiras que é capaz de fazer, ou não é verdade? Infelizmente, o que vejo hoje são muito mais homens praticando tolices românticas do que vivendo um amor verdadeiro. Essa é sim uma das áreas mais delicadas do ser humano. Não conseguimos entender o amor do homem por uma moça tanto pelas idiotices que é capaz de fazer quando Deus não é o centro desse amor, como também pela mais bela plenitude de um admirável amor que se doa, fruto das bênçãos de uma vida que busca a vontade do Senhor a dois.

Tempo de Mudança I

Novo lar, nova cidade, novo trabalho. Como diz o título, esse tempo tem sido de mudança para mim. É um período onde refletimos ou, no mínimo, sentimos sensações diferentes. Nesses dias de grande transformação na minha vida (e que também me impediram de ter tempo de escrever no blog) fiquei muito pensativo em relação ao que o livro escrito pelo profeta Ageu me ensinou. Aos olhos humanos, estou partindo para tempos melhores: tempos de crescimento profissional e de preparo para em breve formar uma família. Deve ser o que todos sonham, não é? Mas fiquei pensando “até que ponto esse também é o sonho de Deus?” Glória a Deus que a Bíblia continua sendo um livro atual e tem sempre alguma palavra pra me amparar. Dessa vez a palavra que vem latejando na minha cabeça é a seguinte:

“Acaso é tempo de vocês morarem em casas de fino acabamento, enquanto a minha casa continua destruída? Agora, assim diz o Senhor dos Exércitos: “Vejam aonde seus caminhos os levaram. Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada”.” (Ageu 1:4-6)

Incrível essa palavra. Desafia a refletir sobre as prioridades na minha vida. Prosperidade financeira é vã se não estiver nos planos do Senhor. É como se Deus se indagasse no versículo quatro “tudo bem, você conseguiu construir um fabuloso lar, mas pra mim não sobrou nem um barraquinho!” Aliás, é preciso lembrar que nós somos a “casa do Senhor” após o véu ter sido rasgado. Passamos a ser a morada do Espírito Santo: “o Altíssimo não habita em casas feitas por homens” (Atos 7:48); “vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual” (1Pedro 2:5), “vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?…” (1Coríntios 3:16-17) ou ainda 1Coríntions 6:19 e Hebreus 3:6a. Encarar a mim mesmo como casa de Deus torna Ageu ainda mais profundo “de que adianta vocês morarem em casas de fino acabamento enquanto a vida interior de vocês está destruída e meu Espírito Santo não recebe nenhuma condição para morar em você?”

E a que caminhos sou levado quando eu, como lar do Espírito Santo, estou com uma vida destruída pelas prioridades erradas? A passagem continua explicando de várias formas diferentes que, mesmo tendo tudo, poderia não ter nada. É como receber o salário numa bolsa furada, porque dinheiro nenhum pode comprar uma vida em que o Espírito Santo possa se alegrar em fazer morada.

Fica ainda o desafio da palavra vejam aonde seus caminhos os levaram”. Primeiro, Deus me instiga a abrir os olhos e ver a minha condição. Não adianta eu ficar lamentando por tudo e permanecer com os olhos fechados para a verdade sobre o caminho que eu tenho vivido. Segundo, não é o bastante ver aonde os caminhos me levaram, preciso também reconhecer que esses caminhos não são de Deus e nem dos outros, são meus. Não adianta procurar ninguém pra transferir a culpa. O que o Pai espera é humildade de minha parte em reconhecer que qualquer caminho errado que eu tenha tomado foi escolha minha. Creio que uma vida quebrantada que busca não os próprios caminhos, mas tão somente os de Deus, essa vida sim agrada ao Espírito Santo, onde Ele teria grande prazer em fazer morada. Espero também não me esquecer que assim como uma casa é construída, assim uma vida cheia do Espírito Santo também não acontece com um passe de mágica: é uma construção, uma caminhada diária na busca de uma vida santificada para que o Espírito Santa diga de mim mesmo “lar, doce lar!”

(espero em breve poder postar uma continuação)

Em quem posso confiar?

Hoje foi o último dia de aula da minha vida! :D Agora é “só” a escola da vida. Como não poderia ser diferente comigo, no último dia de aula os professores costumam vir com aquelas dicas morais pra se carregar pra vida. Tenho grande estima por esse professor da aula de hoje, embora não seja cristão. Conversa vai e conversa vem, chega um momento que ele comenta algo como “precisamos aprender a duvidar de tudo”. Fiquei pensativo em relação a essa frase. Será que ela se aplica na vida de um cristão? Particularmente, esse questionamento veio em boa hora na minha vida. Às vezes confiamos demais em alguém ou algumas coisas e não esperamos que poderiam nos decepcionar. Quando menos esperamos, acontece. Podemos duvidar das pessoas? Nem precisamos pensar muito pra responder, afinal todos alguma vez já se decepcionaram com a pessoa que menos esperavam.

Reparem que comecei questionando o meu próximo. Já perceberam como é mais fácil fazer isso? E quanto a nós mesmos? Por que não começamos nos perguntando se podemos duvidar de nós próprios? Parece que começar pelos outros nos faz sentirmos melhores. Vamos então realizar uma auto-análise. Podemos fazer duas perguntas: “será que os outros podem confiar em mim?” e, ainda mais importante para nos compreendermos, “será que posso confiar em mim mesmo?” Quero ficar na segunda pergunta, até porque penso que ela explica a primeira. Olhando minha vida, percebo quantas vezes me decepcionei comigo mesmo. Tive meus olhos abertos pra inúmeras coisas que já tive por certo. Confesso que já fui muito mais teimoso. Mas, depois de tantas vezes em que Deus me mostrou que erro e muito, acho que não tem teimosia que resista. Bem já dizia Jeremias O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17:9-NVI). Acho fantástico esse versículo. Fala por si e nos rende um bom tempo de reflexão individual. Quantas vezes culpamos o diabo ou o mundo pelos nossos erros? Além deles, um dos nossos maiores inimigos somos nós mesmos. Essa é uma verdade transformadora. Nesse sentido, maravilhosa é a interpretação que Agostinho tira do que entendemos por inimigo nos Salmos: 

“Livra-me do homem mau”, ora o salmista (Salmo 140:1). Talvez penses em algum ladrão e,  quando oras, ores com a intenção de que Deus te liberte desde ou daquele inimigo teu. Tu mesmo és o homem mau. Quando Deus tiver te libertado do homem mau que tu mesmo és, nada te prejudicará, independente de quem quer que seja esse outro homem mau. Que Deus te liberte de ti!    [ Agostinho]

Mas que enrascada! Não posso confiar em mim mesmo e os outros também por vezes nos decepcionam. Por certo, quem estiver lendo já deve ter um ”e Deus?” prontinho na cabeça. A fidelidade de Deus, dAquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre! Pode cair todo o mundo a nossa volta e Deus continuará o mesmo… continuará sempre sendo Deus. Sei que muitos agora saberiam fazer um bom estudo sobre a fidelidade de Deus, até porque ela é uma das coisas menos questionadas no meio cristão. Mas, se tenho por certo que muitas vezes não posso confiar em mim ou no meu próximo ao passo que a fidelidadede Deus é inquestionável, por que é tão difícil simplesmente crer em Deus, mas tão fácil fazer o que é de minha própria vontade? Creio que o versículo de Jeremias traz novamente a resposta. Nosso coração é enganoso e não há quem o compreenda! Ademais, num mundo de tanta infidelidade onde as pessoas decepcionam e vivem mudando sua forma de pensar, parece difícil enxergar que existe um Deus confiável que nunca muda, por mais que na teoria saibamos que ele é fiel. Além disso, basta um sinal de esperança de que nossos próprios planos prosperarão e lá se vai a confiança em Deus (recomendo a leitura de Tiago 4:13-17). Então batemos a cara, percebemos o erro e parece que a fidelidade de Deus mostra seu maravilhoso brilho novamente.

Que possamos sempre estar cientes do coração enganoso de temos e, assim, nos apegarmos na fidelidade de Deus. Que isso não dependa das circunstâncias. Deixo o post com a música I Still Believe, de Jeremy Camp, que fala sobre isso. A letra dessa música é muito profunda e poderia gerar vários comentários, mas vou me conter em apenas disponibilizar a letra. Não encontrei no Youtube, mas quem tiver acesso, ouça também a música Help Me Believe (Nichole Nordeman) e reflita em sua letra. Podemos até duvidar de tudo e de todos, mas nunca de Deus e das promessas de Sua Palavra! Glórias a Ele por isso :)

                                         Jeremy Camp - I Still Belive

 

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Por que “Meu Pão”?

Gosto muito do slogan da JOCUM: conhecer a Deus e fazê-lo conhecido. Na hora de escolher um nome para o Blog, pensei em alguma coisa que lembrasse o quanto é essencial conhecer a Deus. Logo veio o pão a minha mente. Quem vive sem pão? Alguém poderia me dizer que é perfeitamente possível viver apenas de outros alimentos. Mas quem é a pessoa que não tem o pão como o primeiro alimento essencial que vem a mente? Pena que não é assim na vida espiritual da maioria das pessoas. Jesus disse “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome” (João 6:35). Será que Jesus é o primeiro alimento espiritual que passa em nossa cabeça pra saciar nossa fome?

Mas por que não então “minha água”? Ela é tão essencial quanto o pão e Jesus ao dizer q era o pão da vida, também afirmou ser a água da vida. A metáfora da água é igualmente importante, mas penso que tem um sentido um pouco diferente. A Bíblia várias vezes traz não somente Jesus como o pão espiritual, mas também a sua palavra, que nos leva a Ele. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca do Senhor” Mateus 4:4. No entanto, alguém já viu a Bíblia comparar a palavra de Deus com a água? Pelo contrário, sssim como no nosso crescimento passamos do leite (líquido) para o alimento sólido (como pão), a Bíblia faz uso da mesma comparação (leia 1Coríntios 3:1-2; Hebreus 5:11-14).

Já a água muitas vezes é relacionada ao arrependimento. Notem que João Batista, o mesmo que começou a pregar sobre o batismo de arrependimento nas águas, disse “é necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30) e foi considerado por Jesus o maior de todos os homens. Quando bebemos de Jesus, nos esvaziamos de nós mesmos e então o rio de água viva flue em nós, enxendo-nos de algo muito melhor.

Na verdade, a água e o pão se complementam. Ninguém pode viver apenas de um dos dois. Precisamos nos enxer de Jesus tanto vivendo quebrantados em arrependimento (água) como buscando conhecê-lo através de sua palavra (pão). Minha intenção é compartilhar do que tenho aprendido através da palavra (pão). Por isso da Bíblia na gravura do cabeçalho do blog. E quanto a água? Bem, representando o arrependimento, ela é uma questão muito mais pessoal. Não posso fazê-lo por ninguém. Sem arrependimento, fica difícil se enxer de Deus e até mesmo ser praticante da palavra (o pão). Essa decisão é sua. Posso apenas encorajar você a viver em arrependimento. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo poro perdoar nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1João 1:9). Nada de ficar se sacrificando ou pagando promessa. É graça, é presente de Deus que mandou o filho dEle pra morrer pelos nossos pecados  :)

“Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará.” João 6:27

Você já se alimentou hoje?

Abrindo o Blog

Já havia um bom tempo que eu tinha vontade de escrever sobre o que tenho aprendido na minha caminhada espiritual. Não que eu me julgue sabedor de muita coisa. Sou apenas um rapaz que está em constante aprendizado, alguém que quanto mais aprende de Deus, mais percebe o quanto ainda tem a aprender… é como quanto mais próximos da luz estamos, tanto mais percebemos nossa própria escuridão.

Eu poderia escrever apenas pra mim, tomando notas em algum bloco desse aprendizado. Mas pra ser sincero, isso não me motivaria a escrever, até porque não sei se tornaria a ler essas notas. Talvez poucos ou até mesmo ninguém leia os posts, mas o fato de eu saber que talvez eu possa abençoar alguém trazendo algumas palavras de ajuda ou palavras que porventura alguém esteja precisando ouvir (diferente de “querendo ouvir”) já é minha motivação maior. A palavra de Deus diz que “não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” Atos 4:20. Sei que glorificamos Ele quando cumprimos isso.

Creio também que quando escrevemos do que temos aprendido, acabamos aprendendo ainda mais. Antes de escrever qualquer coisa temos que pensar, repensar, refletir e meditar sobre o assunto, o que nos leva a aprofundar ainda mais nosso próprio aprendizado. Quem tem essa prática sabe do que falo. Quem não tem, aproveito o post pra incentivá-lo (se é que alguém chegou ao final da leitura do meu primeiro post :P ).

Você é bem vindo nesse blog. Pode se sentir à vontade em comentar qualquer post.